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Caio Bassi Olhier

Caio Bassi Olhier

Sócio da compasso

Minha formação em Economia me ensinou a olhar para dados, incentivos e escolhas: como distribuir recursos, avaliar alternativas e entender os efeitos de uma decisão. Encontrei no RH um lugar para aplicar esse olhar a questões muito próximas da vida das pessoas, como aprender, crescer na carreira e ter seu trabalho reconhecido. Foi nessa combinação entre análise e escuta que construí minha trajetória em remuneração, performance e dados.

Minha primeira experiência foi na Alphaplan, uma consultoria de inteligência de mercado imobiliário. Eu participava de todo o processo, da prospecção e da proposta à pesquisa, análise e recomendação ao cliente. Ajudei a ampliar a operação de dois ou três para dez projetos por ano. Ali, aprendi a olhar para os dados com uma decisão em mente: o que o cliente precisa entender para escolher seu próximo passo?

Em 2019, entrei no Agibank como estagiário. Comecei pela educação corporativa e, junto com a Bruna, participei da migração de mais de 300 cursos da universidade do banco. Também trabalhei no onboarding e no site de carreiras, projeto que a Bruna conduzia com a Weef, desenvolvendo um algoritmo de comparação entre cargos para dar visibilidade às possibilidades de mobilidade interna. A análise ganhava um propósito concreto: ajudar as pessoas a enxergar caminhos de desenvolvimento dentro da empresa. Em menos de cinco anos, cheguei a analista sênior de Performance e Remuneração e me tornei Partner.

No banco, também atuei por mais de três anos como responsável pelo produto de performance e mérito, conectando RH, tecnologia e fornecedores. Quando a estratégia e a cultura pediram uma referência comum de avaliação, trabalhamos para reunir os modelos das áreas comercial, corporativa e de telemarketing, respeitando as diferenças entre os trabalhos. A adesão aos ciclos passou de 85% para 98%, e a calibragem, que levava três meses, passou a acontecer em 30 dias. Formei 12 multiplicadores para levar a capacitação a mais de 850 lideranças. Fazer o modelo funcionar exigia tanto consistência nos critérios quanto diálogo com quem avaliava e com quem era avaliado.

Na Softplan, assumi minha primeira posição formal de liderança, como coordenador de Meritocracia e Dados. Com o time, conversei com mais de 40 diretorias para entender o trabalho de cada área e construir uma arquitetura salarial conectada ao negócio. A estrutura passou de oito para 22 grades, combinando pesquisa de mercado e análise das responsabilidades dos cargos. Também revisamos os critérios de performance e reconhecimento e reduzimos cerca de 3 mil indicadores para menos de 500, conectando as metas entre os níveis da organização. O olhar quantitativo ajudava a identificar distorções; as conversas com as lideranças davam contexto para decidir como tratá-las.

Na Starian, empresa criada em 2025 a partir da divisão do grupo Softplan, onde encerrei minha jornada em julho de 2026, liderei frentes de remuneração, governança e dados, conectando salários, incentivos, estrutura organizacional e indicadores de pessoas às decisões do negócio. Meu trabalho passava por entender quais comportamentos as regras de reconhecimento estimulavam, como o orçamento era distribuído e que oportunidades de crescimento a estrutura oferecia. Foi mais uma experiência em que a formação em Economia e a gestão de pessoas se encontraram no dia a dia.

Na compasso, reúno essa experiência com a da Bruna para ajudar empresas a organizar cargos, salários, carreira e estrutura organizacional. Começamos pelo trabalho que existe na prática: o que cada pessoa entrega, que responsabilidades assume e como sua atuação se relaciona com as demais. A partir daí, construímos níveis, faixas e critérios de crescimento que a liderança consiga aplicar e explicar. A preparação para uma plataforma é uma das aplicações dessa base; sua utilidade está nas decisões que a empresa toma todos os dias.

Meu interesse por oportunidades também orientou o que escolhi estudar na UFRGS. No trabalho de conclusão em Economia, pesquisei o Minha Casa, Minha Vida como instrumento de transferência de renda e formação de patrimônio. Em Economia da Saúde, analisei o deslocamento de pacientes entre regiões para discutir a distribuição de investimentos. São temas que me aproximam de uma questão que continua me interessando: como as escolhas sobre recursos podem melhorar a vida das pessoas e as possibilidades da próxima geração.

Outras experiências também fazem parte de quem sou. Antes da universidade, vivi um ano em Hamburgo, na Alemanha, em um intercâmbio, e os idiomas continuam presentes na minha vida. Hoje, divido o tempo fora do trabalho entre atividades bem diferentes: sou corredor, pratico canoagem havaiana e gosto de tricô, crochê e de montar quebra-cabeças. Entre o movimento dos esportes e a concentração dos trabalhos manuais, encontro outros ritmos para o dia a dia.

trajetória completa.

Toque em cada experiência para ver os detalhes.

2025–2026 StarianLiderança de remuneração, governança e dados

De outubro de 2025 a julho de 2026, atuei na liderança de remuneração, governança e dados. Meu escopo reunia remuneração fixa e variável, participação nos lucros e resultados, bônus, incentivos de longo prazo e incentivos comerciais, conectados às prioridades do negócio.

Trabalhei na integração dessas decisões com estrutura organizacional, performance, sucessão e indicadores de pessoas. Traduzi dados da força de trabalho e referências de mercado em recomendações para lideranças seniores, comitês e conselhos.

Também atuei com governança de dados, automação e inteligência artificial para tornar os processos de Pessoas mais consistentes e rastreáveis. O objetivo era que a informação chegasse a quem decidia com contexto, qualidade e regras claras de uso.

2024–2026 SoftplanCoordenador de Meritocracia e Dados

Entre maio de 2024 e fevereiro de 2026, assumi minha primeira cadeira formal de liderança e trabalhei para conectar remuneração, performance e dados às decisões do negócio. A atuação envolvia a gestão da equipe e a articulação com mais de 40 diretorias.

Na revisão da arquitetura salarial, combinamos entrevistas com as diretorias e análise de mercado. A estrutura passou de oito para 22 grades, corrigindo uma defasagem acumulada de quatro anos e criando uma base mais adequada à diversidade de trabalhos da organização.

Também redesenhei processos de performance e reconhecimento, com revisão dos critérios de avaliação e da distribuição do orçamento de mérito. O volume de reconhecimentos passou de cerca de 250 para mais de 420 por ciclo. Na gestão de indicadores, reduzimos um universo de aproximadamente 3 mil para menos de 500 e conectamos as metas entre os níveis da organização, dando mais clareza à relação entre o trabalho das equipes e os objetivos do negócio.

2019–2024 AgibankDe estagiário a analista sênior de Performance e Remuneração e Partner

Entrei em julho de 2019 e permaneci até maio de 2024. Passei por quatro posições, começando como estagiário e chegando a analista sênior de Performance e Remuneração e Partner. No início, participei com a Bruna da migração de mais de 300 cursos da universidade corporativa e da implantação de um modelo de educação organizado por escolas. Também trabalhei no onboarding e no site de carreiras, projeto que a Bruna conduzia com a Weef, desenvolvendo um algoritmo de comparação entre cargos para apoiar a mobilidade interna.

Ainda no estágio, desenvolvi uma ferramenta que relacionava a complexidade dos cargos à necessidade de equipamentos. O modelo passou a orientar decisões sobre o parque tecnológico do banco. Também participei, com o time de dados, da construção de um modelo de learning agility e conduzi um programa de aceleração do desenvolvimento com mais de 40 encontros presenciais.

Por mais de três anos, atuei como Product Owner do produto de performance e mérito, dentro de um ecossistema de sete produtos de RH. Exerci a liderança técnica de uma equipe multidisciplinar de cinco a sete profissionais, conduzindo a descoberta de necessidades, a priorização, o desenho da experiência e a adoção. Gerenciei um orçamento superior a R$ 1,5 milhão e estruturei o planejamento de investimento no produto, aproximando as decisões de tecnologia, RH e finanças.

Na revisão das avaliações, trabalhei na integração dos modelos comercial, corporativo e de telemarketing para atender à necessidade de maior coesão na cultura e na estratégia da empresa. A adesão aos ciclos passou de 85% para 98%, e o tempo de calibragem caiu de três meses para 30 dias. Para apoiar a adoção, formei 12 multiplicadores que levaram a capacitação a mais de 850 lideranças em todo o país.

Em remuneração, atuei na estruturação de incentivos de longo prazo alinhados à cultura de dono e de intraempreendedorismo da empresa. Também trabalhei na regionalização dos salários da rede, contribuindo para viabilizar a abertura de 200 lojas em um ano, e na conexão entre responsabilidades dos cargos, referências salariais e fluxos de contratação, orientando as lideranças sobre os critérios utilizados.

2017 UFRGSBolsista de pesquisa em Economia Urbana

De outubro a dezembro de 2017, fui bolsista de pesquisa em Economia Urbana na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Construí uma base estruturada de preços para apoiar a pesquisa, trabalhando na organização de dados quantitativos como evidência para análise.

Sou bacharel em Ciências Econômicas pela UFRGS. No trabalho de conclusão de curso, estudei o Minha Casa, Minha Vida como instrumento de transferência de renda e formação de patrimônio. Em Economia da Saúde, analisei o fluxo de pacientes entre macrorregiões e propus uma abordagem baseada em dados para a distribuição de investimentos em atendimento de média e alta complexidade. Em finanças e contabilidade pública, examinei criticamente a metodologia e os pesos de um índice de carga tributária. Esses trabalhos reforçaram o cuidado com o que um indicador mede, como ele é construído e quais decisões pode sustentar.

2016–2018 AlphaplanAnalista de Mercado

Entre maio de 2016 e junho de 2018, trabalhei na Alphaplan Inteligência em Pesquisas. Acompanhava a operação de ponta a ponta: prospecção, propostas, pesquisa, coordenação de fornecedores, análise de dados e recomendações para o desenvolvimento de produtos imobiliários.

Estruturei um funil comercial recorrente e ajudei a ampliar a operação de dois ou três para dez projetos anuais, contribuindo para dobrar o tamanho da consultoria. Foi uma experiência de contato direto com o cliente, em que pesquisa e análise precisavam resultar em recomendações úteis para o negócio.

2013–2014 Hamburgo, AlemanhaIntercâmbio no Kaifu Gymnasium

Entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014, fiz intercâmbio no Kaifu Gymnasium, em Hamburgo. Essa vivência faz parte da minha formação, ao lado da graduação em Economia e da experiência profissional no Brasil.

Além do português, utilizo inglês em contexto profissional e tenho alemão e espanhol em nível de trabalho.